50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Na tela, a projeção de um filme retrata 52 anos de história. O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais antigo evento do gênero realizado no Brasil chega a sua 50ª edição. Até 24 de setembro curtas e longas-metragens, ficcionais e documentais, produzidos em cerca 13 estados e no Distrito Federal serão exibidos na capital do país.
Mostras competitivas e paralelas, prêmios e homenagens estão na programação do festival. “Comemorar as 50 edições deste festival significa olhar para a história do cinema brasileiro, desde os anos 1960, para o Cinema Novo, e para todas as crises por quais passou o cinema brasileiro, como a ditadura militar, a transformação, a revolução do cinema no Brasil e a diversidade enorme nas formas de se fazer cinema”, afirmou o secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis.

O Festival de Brasília traz na mostra competitiva 12 curtas-metragens e nove longas de nove estados. As produções concorrem ao Troféu Candango, um dos mais prestigiados do país. “Temos desde filmes de ficção científica sobre o futuro do Brasil, até filmes passados no século 19. Mas são filmes que usam tudo isso para falar do Brasil de hoje”, contou o diretor artístico e curador do festival Eduardo Valente.
Disputam o prêmio na categoria longa, “Música para quando as luzes se apagam”, de Ismael Caneppele (RS); “Por trás da linha de escudos”, de Marcelo Pedroso (PE); “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumons (MG), “Pendular”, de Julia Murat (RJ); “Café com canela”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BH); “Era uma vez Brasília”, de Adirley Queirós (DF); “Vazante”, de Daniela Thomas (SP); “O nó do Diabo”, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi (PB); e “Construindo pontes”, de Heloisa Passos (PR). Ao todo serão exibidos 144 filmes durante o festival.

Nesta edição, o homenageado é o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que completa 90 anos de idade em outubro. Ao longo da sua trajetória no cinema, o brasileiro dirigiu, entre outros filmes, “Rio Zona Norte” (1957), “Vidas Secas” (1963) e “Como Era Gostoso Meu Francês” (1973).
Nelson Pereira dos Santos recebe a medalha Paulo Emílio Salles Gomes das mãos do diretor Vladimir Carvalho e pelo crítico Jean-Claude Bernardet. Impossibilitado de comparecer ao evento, cineasta será representado pelo filho Diogo e pela neta Mila Dahl.

A 50ª edição do festival tem o olhar voltado para o futuro, preocupado em debater o crescimento e o fortalecimento dos novos mercados do audiovisual do Brasil. O evento conta com painéis temáticos, pitchings abertos e clínicas de projetos.
Debates, oficinas, lançamentos de livros e seminários também fazem parte da programação. As diretoras Anna Muylaert (“Que horas ela volta?”) e Laís Bodanzky (“Como nossos pais”), e a produtora Vânia Catani (“O filme da minha vida”) estão entre as ministrantes de aulas magnas durante o evento.

A programação da mostra, horários e locais de exibições e das atividades paralelas está disponível no site da 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Com informações: G1 / Agência Brasil / Jornal da Brasília